LINHA DO CUIDADO REQUER: CUIDADO

Atualizado: 21 de Ago de 2021

Linha do cuidado são percursos assistenciais que o paciente ou cliente vai percorrer dentro da organização de saúde, contemplando e gerenciando todos os possíveis riscos inerentes aos cuidados esperados. Inicia na expectativa e finaliza na satisfação ou não do usuário.


Exemplos práticos:


- Se falarmos de um laboratório de análises clínicas ou de procedimentos de imagens, a linha do cuidado contempla desde o acolhimento do paciente/cliente até a liberação do laudo com qualidade e no tempo acordado.


- Se falarmos de um hospital, a linha do cuidado contempla desde seu acolhimento na urgência/emergência, no pronto atendimento, internação para procedimento ou cirurgia eletiva até a alta ou transferência segura.


O objetivo principal da definição e aplicação da linha do cuidado é evidenciar os fluxos assistenciais seguros e garantidos ao usuário.


Normalmente a organização de saúde cria times para mapear todas as possibilidades de acesso aos serviços, baseando-se nas necessidades dos pacientes.


As linhas de cuidados viabilizam a comunicação entre as equipes, serviços e usuários de uma organização de saúde, com foco na padronização e segurança das ações.


Uma ferramenta que faz toda a diferença para uma linha de cuidado eficiente e eficaz é o Plano Terapêutico médico.

Esse Plano deve responder a seguinte pergunta: O que queremos para o nosso paciente?

E deve ser individualizado, respeitando idade, patologias, comorbidades, procedimento, hipótese diagnóstica, crença, preferência, perfil, entre outros fatores.


O plano terapêutico tem três características importantes e fundamentais:

  • Será elaborado pelo médico no momento da internação, antes da primeira prescrição. Portanto, é fundamental a participação do corpo clínico.

  • Deve ser realizado o mais precocemente possível, no momento da solicitação da internação ou, no mais tardar, na admissão do paciente na unidade.

  • Deve ser multidisciplinar, ter metas claras e mensuráveis de todo o processo terapêutico, não apenas da alta. Exemplos: “antibioticoterapia endovenosa por sete dias, sem febre em 48 horas, alta em seguida” ou ainda “extubação em 24 horas, alta da UTI no D2 de pós-operatório”.

Dessa forma a equipe multidisciplinar fará seu Planejamento Terapêutico tendo o Plano Terapêutico como norteador. Exemplo: A fisioterapia planejará o que fazer, como fazer e quando fazer para atender o Plano de extubação do paciente citado acima. Sempre seguindo referências cientificas e boas práticas e levando em consideração as complexidades do paciente.

Caso não haja como cumprir o Plano Terapêutico médico, a equipe multidisciplinar deve interagir com o médico e analisarem possíveis falhas na elaboração do Plano ou se houve alguma intercorrência durante a linha do cuidado e depois deverão alinhar, discutir, revisar e reimplantar as ações necessárias.


Mensurar e gerenciar o indicador de sucesso do Plano Terapêutico colabora imensamente com as melhorias na linha do cuidado, assegurando a assistência prestada ao paciente.


Um plano terapêutico bem estruturado contribui para uma desospitalização precoce, bem como a redução de custos para esse serviço, o manejo na taxa de ocupação dos leitos, a garantia da qualidade na assistência prestada e a segurança do paciente.


Para outros segmentos de saúde, além de hospitais, também podemos assegurar a linha do cuidado com Planos Terapêuticos mais simples e curtos, porém que norteiem o breve e seguro caminho do paciente na organização.


Ou seja, você usuário que procura uma organização de saúde para uma consulta, internação, realização de exames, tratamento dentário, entre outros, você deverá estar passando por uma linha de cuidado desenhada, analisada, validada e gerenciada.

E você profissional da saúde, deve prover essa linha do cuidado.




Fontes:

http://www.hospitalstacruz.com.br/blog/2021/02/10/

Ministério da Saúde

ANVISA








90 visualizações0 comentário