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Quando começou o Julho Amarelo e o que significa?

Atualizado: 8 de jul.


Julho Amarelo é uma campanha de conscientização e prevenção das hepatites virais, que são inflamações no fígado causadas por diferentes vírus. A importância dessa campanha está em vários pontos:


  1. Conscientização: Informar a população sobre os riscos, modos de transmissão e prevenção das hepatites virais.

  2. Prevenção: Incentivar a vacinação contra a hepatite B, práticas seguras de higiene e evitar comportamentos de risco como compartilhamento de agulhas e objetos cortantes.

  3. Diagnóstico Precoce: Promover a realização de testes para a detecção precoce das hepatites, especialmente as B e C, que podem se tornar crônicas e levar a complicações graves, como cirrose e câncer de fígado.

  4. Tratamento: Divulgar informações sobre os tratamentos disponíveis e facilitar o acesso aos mesmos, reduzindo a morbidade e mortalidade associada às hepatites.

  5. Redução do Estigma: Combater o preconceito e a discriminação contra pessoas infectadas, incentivando um ambiente de apoio e inclusão.


Ao promover essas ações, o Julho Amarelo contribui significativamente para a saúde pública, ajudando a diminuir a incidência das hepatites virais e suas consequências a longo praz


Esta campanha foi criada no Brasil pela Lei nº 13.802/2019 com o obejtivo de sensibilizar e fortalecer as ações de vigilância, prevenção e controle da doença.


As hepatites virais são um grave problema de saúde pública no Brasil e no mundo. São infecções que atingem o fígado, causando alterações leves, moderadas ou graves.

A doença pode ser causada por vírus ou pelo uso de alguns medicamentos, álcool e outras drogas, assim como por doenças autoimunes, metabólicas ou genéticas.


No Brasil, as hepatites virais mais comuns são causadas pelos vírus A, B e C. Existem ainda, com menor frequência, o vírus da hepatite D (mais comum na região Norte do país) e o vírus da hepatite E, que é menos comum no Brasil, sendo encontrado com maior facilidade na África e na Ásia.


A falta do conhecimento da existência da doença é o grande desafio, por isso, a recomendação é que todas as pessoas com mais de 45 anos de idade façam o teste.


O impacto dessas infecções acarreta aproximadamente 1,4 milhões de mortes anualmente no mundo, seja por infecção aguda, câncer hepático ou cirrose associada às hepatites. A taxa de mortalidade da hepatite C, por exemplo, pode ser comparada às do HIV e tuberculose.


Atualmente, existem testes rápidos para a detecção da infecção pelos vírus B ou C, que estão disponíveis no SUS para toda a população. Todas as pessoas precisam ser testadas pelo menos uma vez na vida para esses tipos de hepatite. Populações mais vulneráveis precisam ser testadas periodicamente.


Além disso, ainda que a hepatite B não tenha cura, a vacina contra essa infecção é ofertada de maneira universal e gratuita no SUS, nas Unidades Básicas de Saúde.

Já a hepatite C não dispõe de uma vacina que confira proteção. Contudo, há medicamentos que permitem sua cura.




Fontes:

OMS - Organização Mundial de Saúde




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