Papel do farmacêutico na farmácia clínica

A farmácia Clínica reconectou o farmacêutico com a área da saúde, elevando esse profissional a um novo patamar e reaproximando-o da figura central, o paciente.

O Uso Irracional de Medicamentos é um problema de saúde mundial, anualmente milhares de pessoas morrem devido a intoxicações com fármacos.

O farmacêutico clínico é o profissional responsável por promover o uso racional de medicamentos, através:

- da educação em saúde;

- dispensação segura de medicamentos;

- otimização da farmacoterapia;

- garantindo segurança e efetividade no tratamento farmacológico;

- além de ser o profissional responsável pela identificação e resolução de Problemas Relacionados aos Medicamentos.

Dessa forma, atuando junto à equipe multidisciplinar, o farmacêutico promove, saúde e qualidade de vida para os pacientes.

A farmácia clínica pode ser desenvolvida em hospitais, ambulatórios, unidades de atenção primária à saúde, farmácias comunitárias, instituições de longa permanência e domicílios, entre outros.

Segundo a Sociedade Americana de Farmacêuticos Hospitalares (ASHP), a Farmácia Clínica pode ser definida como "a ciência da saúde cuja responsabilidade é assegurar, mediante a aplicação de conhecimentos e funções relacionadas ao cuidado dos pacientes, que o uso de medicamentos seja seguro e apropriado; necessita, portanto, de educação especializada e treinamento estruturado, além da coleta e interpretação de dados, da motivação pelo paciente e de interações multiprofissionais".

As atribuições do farmacêutico clínico foram definidas pela resolução nº 585 de 29 de agosto de 2013.

A resolução dispõe de vários itens de atribuições do farmacêutico clínico, seguem alguns:

- Estabelecer e conduzir uma relação de cuidado centrada no paciente;

- Realizar intervenções farmacêuticas e emitir parecer farmacêutico a outros membros da equipe de saúde, com o propósito de auxiliar na seleção, adição, substituição, ajuste ou interrupção da farmacoterapia do paciente; 

- Participar e promover discussões de casos clínicos de forma integrada com os demais membros da equipe de saúde;

- Fazer a evolução farmacêutica e registrar no prontuário do paciente; 

E outros itens da mesma responsabilidade e importância.

É papel do farmacêutico clínico o planejamento, desenvolvimento e implantação de serviços clínicos farmacêuticos, comunicação com equipe e paciente, indicadores de acompanhamento e impacto de serviços, presidir a comissão de farmacovigilância.

As atribuições clínicas do farmacêutico são uma das forças mais poderosas que compõem o arsenal de recursos de que o homem dispõe para promover a saúde física e mental da humanidade.

Em grande parte dos países de Primeiro Mundo, essas atribuições já se consolidaram. No Brasil, iniciou-se um pouco tardiamente.

A morbimortalidade relativa às doenças e agravos não transmissíveis e à farmacoterapia tiveram um enorme crescimento, repercutindo nos sistemas de saúde, o que exigiu um novo perfil do farmacêutico. Esse conjunto de necessidades passou a cobrar um farmacêutico mais focado no cuidado direto ao paciente, na promoção do uso racional de medicamentos e de outras tecnologias em saúde. Ou seja, o profissional contemporâneo foi levado a redefinir a sua prática em conformidade com as necessidades dos pacientes, dos sistemas de saúde, do mercado.

A prescrição farmacêutica refere-se ao ato de selecionar a conduta mais apropriada, durante a provisão de serviços. Prescrever é recomendar, é indicar algo ao paciente baseado em suas necessidades de saúde e dentro do contexto clínico

“As atribuições clínicas e a prescrição farmacêutica não são matérias de confrontação, mas de colaboração com os outros prescritores” (Walter Jorge João, Presidente do CFF).





Referências bibliográficas:

ditorasanar.com.br/blog/papel-farmaceutico-farmacia-clinica-artigo

http://www.cff.org.br/sistemas/geral/revista/pdf/140/pb88web.pdf

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