O QUE É A BIOSSEGURANÇA?

Atualizado: 10 de jan. de 2021

Biossegurança é a área de conhecimento que engloba um conjunto de medidas e ações que buscam a minimização e o controle dos riscos inerentes a uma determinada atividade ou local, com o intuito de preservar a saúde humana, animal e ambiental.


Mais especificamente quanto aos profissionais de saúde, o foco da biossegurança é nas instalações laboratoriais, no controle de agentes biológicos aos quais as pessoas são expostas e até mesmo na melhor qualificação dos agentes e trabalhadores, visto que eles estarão mais comumente expostos a agentes químicos e físicos.


Nós temos vários exemplos ruins da falta da Biossegurança. Um caso famoso sobre a ausência de boas práticas de biossegurança, é o acidente com o Césio 137, grave episódio de contaminação por radioatividade ocorrido na cidade de Goiânia, em Goiás.

Um aparelho de radioterapia abandonado por uma clínica desativada, expôs a população à radiação. Se ele tivesse sido neutralizado e descartado corretamente, muitas vidas teriam sido poupadas.


No entanto, infelizmente, exemplos não faltam no dia a dia dos mais diversos locais, como em hospitais, laboratórios, clínicas, entre outros, nos quais os profissionais, dependendo da sua área de atuação, podem acabar se contaminando pela falta de uso de proteção, como luvas, aventais e óculos ou mesmo por práticas indevidas de esterilização ou de descarte inadequado de materiais, aumentando em muito o número de infecções hospitalares.


No Brasil, a regulamentação sobre os temas de biossegurança está presente na legislação como uma maneira de ressaltar a importância de preservar a vida e promover mais segurança em qualquer atividade, além de direcionar competências e normatizações, como disposto na Lei de Biossegurança 11.105 de 24 de Março de 2005.


Para entender a real importância da biossegurança é preciso perceber melhor quais são os riscos que os profissionais, os pacientes e o próprio meio ambiente estão sujeitos em função das atividades desempenhadas, especialmente em instituições de saúde.

Conforme a NR 32 (Segurança e Saúde do Trabalho nos Serviços de Saúde), os critérios básicos de precaução visam a proteção de profissionais de saúde e outros atuantes em hospitais, clínicas, laboratórios e ambulatórios, em seu local de trabalho.


A regulação e a fiscalização da biossegurança é feita pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Esse é um órgão técnico regulador que é extremamente respeitado e que, inclusive, tem uma definição própria do conceito de biossegurança, que é a seguinte:

“A condição de segurança alcançada por um conjunto de ações destinadas a prevenir, controlar, reduzir ou eliminar riscos inerentes às atividades que possam comprometer a saúde humana, animal e o meio ambiente”.


Usando como exemplo um ambiente da saúde, biossegurança vai desde medidas mais simples (como uso de jaleco e o hábito de lavar as mãos antes de qualquer atendimento) até mais sofisticadas, como esterilização do ar, de equipamentos e instrumentais (com controles químicos e biológicos), isolamentos e outras.


Devemos cumprir:

  • Utilização de materiais adequados às tarefas executadas – como luvas, máscaras, jalecos e aventais, também conhecidos como EPIs (Equipamentos de Proteção Individual).

  • Treinamento a respeito do manuseio e descarte de materiais como seringas, agulhas, remédios, insumos com materiais biológicos, etc. E também como lidar com situação de risco.

A maior parte dos acidentes de trabalho ocorridos com profissionais da saúde são causados por ferimentos com agulhas ou outros materiais perfuro cortantes ou pelo contato direto com sangue e outros insumos contaminados. Por isso, se faz necessário o uso de luvas. Além disso, a orientação sobre o descarte correto dos materiais deve ser seguida à risca.  A luva não inibe a perfuração, mas o contato com o sangue.


Muitos hospitais e laboratórios costumam levar as normas da biossegurança muito a sério. É importante destacar que é essencial fazer com que essas normas também façam parte da rotina de clínicas e consultórios médicos.


A biossegurança, quando é seguida à risca, ajuda a garantir a segurança no trabalho do médico e dos demais membros da sua equipe, apresentando uma boa gestão do corpo clinico. 

Além do mais, isso também ajuda a garantir a saúde e o bem-estar dos seus pacientes.


Ao incluir o cumprimemto das normas de biossegurança na sua gestão médica,  isso também reflete no atendimento e na imagem de profissionalismo da sua clínica ou consultório médico.  Há um tabu que Biossegurança é assunto somente para hospitais e laboratórios.


A área de conhecimento de biossegurança é relativamente nova, constituindo-se num desafio para os profissionais, especialmente da área da saúde, tendo em vista que as normas de biossegurança são aceitas teoricamente, mas há uma lacuna entre a teoria e a prática cotidiana.


Neste sentido, é de suma importância que os profissionais de enfermagem adotem as medidas de biossegurança, e para tanto o conhecimento e a conscientização de sua relevância para a segurança e saúde do trabalhador fazem-se necessários, conhecimentos estes que repercutirão também no cuidado ao paciente.


É necessário que os Educadores busquem incentivar e sensibilizar os profissionais da saúde através da Educação Continuada e principalmente os futuros profissionais, na sala de aula, para a questão das medidas de biossegurança.


As discussões e avanços trazidos pelo estudo da biossegurança são relativamente recentes se considerarmos aspectos históricos da saúde, tendo em vista que impõe desafios não somente à equipe de saúde, mas também na formação de profissionais da saúde, em especial os enfermeiros que atuam diretamente no cuidado às pessoas.






Referências bibliográficas:

https://www.faculdadeide.edu.br/

NR32

Lei de Biossegurança 11.105 de 24 de Março de 2005.

 


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