META 6 - Prevenção de danos recorrentes de queda

A queda, de forma geral, é um dos eventos de maior preocupação mundial, pois de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), é a segunda causa de morte por lesão acidental ou não intencional. Segundo dados publicados em janeiro de 2018 na página da OMS, em torno de 646 mil pessoas morrem em função de quedas, com uma concentração em pessoas com 65 anos ou mais, e estimam-se mais de 17 milhões de anos de vida saudável perdidos por causa da queda.


Conforme definição do Ministério da Saúde, queda é o deslocamento não intencional do corpo para um nível inferior à posição inicial, com incapacidade de correção em tempo hábil, provocada por circunstâncias multifatoriais, resultando ou não em dano .


Quedas em ambientes hospitalares ou que prestam serviços à saúde, podem causar danos aos pacientes. Devemos avaliar todos os pacientes e identificar aqueles que elegíveis a sofrerem quedas, em função das condições clínicas atuais ou de fatores que contribuam para o risco.

Diante do risco identificado, a equipe interdisciplinar deve aplicar medidas preventivas e nortear pacientes e acompanhantes.


Devemos aplicar medidas de prevenção para queda:

1 - Revalidar as orientações a cada plantão e checar a compreensão do paciente e acompanhante;

2 - Realizar a anotação de enfermagem, registrando as condições clínicas e neurológicas do paciente, orientações fornecidas, bem como as medidas implementadas para a prevenção da queda .


Devemos considerar queda:

1 - Quando encontramos o paciente no chão;

2 - Quando o paciente é amparado durante a queda (mesmo que não chegue ao chão);

3 - Quando o paciente escorrega de uma cadeira/poltrona/vaso sanitário para o chão.


Em caso de queda, devemos notificar o evento para que seja analisado e que ações preventivas sejam implantadas para que não seja recorrente e para maturidade das implantações voltadas à segurança do paciente.


Um dos métodos de prevenir a queda é identificar o paciente elegível a queda, com pulseira colorida (cor definida pela instituição e disseminada) que identificará o alto risco de queda.


Deve ser comunicado ao paciente e ao acompanhante que caso o paciente esteja usando uma pulseira de risco de queda, que ele não saia do leito ou da poltrona sem o auxílio da enfermagem ou a equipe multiprofissional.


MUITO IMPORTANTE: reduzir a queda no ambiente hospitalar é um compromisso da equipe multiprofissional, paciente, acompanhante e familiares.


Além da identificação na pulseira e em relatório, da comunicação eficaz com todos os envolvidos com o paciente, devemos implantar barreiras como:

- manter a grade do leito elevada;

- manter paciente em delirium devidamente contido, conforme protocolo de contenção;

- prescrever e administrar medicamentos diuréticos próximo ao horário noturno, somente com extrema necessidade;

- manter o idosos e crianças com acompanhantes norteados quanto ao risco;

- entre tantas outras barreiras.


Dessa forma, podemos não conseguir zerar as quedas em nossas instituições, mas temos como preveni-las num índice bem alto. O aspecto mais importante da prevenção das quedas é a antecipação de seu acontecimento pela avaliação dos riscos e pelo estabelecimento de medidas preventivas.


Referências: Beasley B, Patatanian E. Development and implementation of a pharmacy fall prevention program. Hosp Pharm, 2009; 44(12):1095-1102.

Morse  J. Preventing patient falls.  2 ed. Thosand Oaks, California: Sage; 2009.

World Health Organization. Falls. Janeiro 2018. [Acesso18 jun 18].

Disponível em: http://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/falls.

https://proqualis.net/entrevista/avan%C3%A7os-e-desafios-da-preven%C3%A7%C3%A3o-de-quedas-no-ambiente-hospitalar




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