A importância da Fisioterapia no ambiente hospitalar e em clinicas de reabilitação

Atualizado: 17 de set. de 2021

Fisioterapia é uma ciência da saúde que se aplica ao estudo, diagnóstico, prevenção e tratamento de disfunções cinéticas funcionais de órgãos e sistemas do corpo humano. Para desempenhar as atividades o fisioterapeuta precisa entender as estruturas e funções do corpo humano, por isso para atuação na área é necessário formação superior, muitas vezes acompanhada de uma especialização no segmento de atuação.


O diferencial do fisioterapeuta na equipe de um hospital é a atuação na melhora da funcionalidade do paciente. Para uma atuação digna e efetiva, é necessário que o profissional seja capaz de realizar uma avaliação e um diagnóstico funcional efetivo, traçar um plano de tratamento fisioterapêutico conforme plano terapêutico médico, adequado, executar as técnicas e acompanhamento (reavaliação) da resposta do paciente à intervenção, ter como objetivo final uma melhora na função (independentemente da área de atuação e do sistema ou órgão acometido) e da qualidade de vida e registrar a evolução em prontuário do paciente.


A Fisioterapia no ambiente hospitalar atua também na promoção de saúde. Outras experiências positivas estão na atuação da fisioterapia na área do trabalho (nesta, o fisioterapeuta avalia e trata as condições de trabalho no hospital que afetam a saúde funcional dos profissionais de saúde e não só dos pacientes), ginástica laboral, entre outras.


Alguns fisioterapeutas atuam também no treinamento, capacitação e desenvolvimento de novas tecnologias para o manuseio de equipamentos, especialmente na área de ventilação artificial do hospital.


A fisioterapia respiratória e motora, tem sido cada vez mais requisitada para a prevenção e tratamento de complicações pós-operatórias já que utiliza técnicas capazes de melhorar a mecânica respiratória, a reexpansão pulmonar e a higiene brônquica, prevenindo assim a retenção de secreções, atelectasias e pneumonias.


As cirurgias ortopédicas têm como objetivo corrigir deformidades e manter a estabilidade dos membros afetados. Porém, o procedimento cirúrgico envolve uma intensa perturbação dos tecidos do corpo, o que pode causar fortes dores em curtos e longos espaços de tempo.

Além disso, não há garantia de que os movimentos serão recuperados de forma total depois. A fisioterapia ortopédica, portanto, tem papel fundamental no sucesso do tratamento. Auxilia no alívio dos sintomas e na evolução da qualidade de vida, já que permite a prática de atividades básicas e comuns do cotidiano.


Para promover qualidade de vida aos pacientes internados na unidade de terapia intensiva (UTI), há a necessidade e obrigação de humanizar o atendimento, em que somos comprometidos a prevenir, cuidar, proteger e recuperar, ou seja, promover saúde.


O fisioterapeuta exerce um papel fundamental na reabilitação dos pacientes internados em UTI, e, além de qualidade técnica, deve prezar pela qualidade relacional de sua assistência, a fim de transmitir confiança e de estar atento às necessidades dos pacientes.


A fisioterapia Intensiva é uma especialidade reconhecida pelo COFFITO (Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional) e pelas principais sociedades que trabalham com pacientes em Terapia Intensiva.


A fisioterapia é especial, pois é executada por profissional apto a lidar com o paciente crítico, aquele com suporte ventilatório, que possui limitação motora grave e outros problemas que exigem maior cuidado e conhecimento.  


O fisioterapeuta que atua em Terapia Intensiva promove a assistência ao paciente baseado em diretrizes médicas. O fisioterapeuta é capaz de avaliar adequadamente o paciente e aplicar o melhor procedimento, contemplando os benefícios e os riscos elegíveis e presentes em pacientes críticos.


Além de suas atribuições individuais, a atuação do fisioterapeuta nas UTIs prevê, fundamentalmente, o trabalho interdisciplinar na busca por soluções, incluindo a instituição de protocolos para prevenção de complicações clínicas, como pneumonia associada à Ventilação Mecânica, lesões traumáticas das vias aéreas, lesões cutâneas, extubação prevista ou acidental, além da participação durante a admissão do paciente e durante a ocorrência de parada cardiorrespiratória.

Um dos é o principais objetivos do fisioterapeuta estar atuando nesse espaço: favorecer a alta desse paciente, de maneira que ele saia melhor e mais rápido desse ambiente crítico.


Baseando-se na alta complexidade dos procedimentos realizados atualmente pela Fisioterapia em Terapia Intensiva, no grande número de intercorrências clínicas e admissões que ocorrem durante o período de vinte e quatro horas, da melhora dos indicadores clínicos e financeiros, além de exigências jurídicas, como constatadas no caso do UTI neonatal, a Associação Brasileira de Fisioterapia Cardiorrespiratória e Fisioterapia em Terapia Intensiva – ASSOBRAFIR opina que é recomendada a presença do fisioterapeuta nas UTIs adulto, pediátrico e neonatal, perfazendo a carga horária de vinte e quatro horas ininterruptas.”


O conhecimento sobre a ventilação mecânica, seu objetivo e mecanismos de funcionamento, são fundamentais para a interpretação de uma possível infecção respiratória, que no caso deste trabalho iremos tratar da pneumonia associada a ventilação mecânica (PAVM) em pacientes internados em UTIs e que necessitam deste mecanismo para a manutenção da vida. O uso o bundle de ventilação mecânica é uma estratégia para a não concretização das PAVMs. O objetivo deste trabalho é apresentar através de revisão bibliográfica a PAVM e o benefício no uso do bundle de ventilação mecânica. Este trabalho poderá influenciar os profissionais da área de saúde de forma positiva, no que se refere a melhoria na abordagem assistencial aos pacientes internados em UTIs e que necessitam de ventilação mecânica. Nas considerações finais pôde-se verificar que o uso do bundle de ventilação mecânica é um método eficiente e eficaz, no que diz respeito a prevenção de PAVMs e outras infecções do trato respiratório.


O fisioterapeuta intensivista possui um papel de extrema importância no cuidado a pacientes internados em unidades de terapia intensiva, uma vez que, auxilia na manutenção das funções vitais dos diversos sistemas corporais ao atuar na prevenção e/ou tratamento das disfunções cardiopulmonares, circulatórias, musculares e neurológicas, reduzindo o risco de complicações clínicas e mortalidade, melhorando o prognóstico do paciente grave. 


A fisioterapia em clinicas especializadas tem atuação do profissional de fisioterapia no tratamento de doenças ou disfunções neurológicas de forma essencial. Nestes quadros, quanto mais rápido começar a intervenção, melhores os resultados e a progressão. Entre as condições assistidas pelos fisioterapeutas estão Acidente Vascular Encefálico (AVE); Autismo; Esclerose Múltipla; Distrofia Muscular de Duchenne; Mal de Alzheimer; Mal de Parkinson; Microcefalia; Síndrome de Down; Síndrome de Guillain-Barré, entre muitas outras.


A reeducação postural global (RPG) é um dos métodos da fisioterapia que trata das desarmonias do corpo humano levando em consideração as necessidades individuais do paciente. De acordo com os fundamentos da RPG, os músculos são interligados e trabalham em cadeia. A RPG visa o equilíbrio entre as forças musculares que compõem o corpo humano, devolvendo a capacidade de movimentação normal das articulações e a manutenção de uma boa postura, por meio de alongamentos, tração e respiração.


O Pilates está entre os métodos normatizados pelo Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (COFFITO) como recursos terapêuticos que podem ser utilizados por fisioterapeutas para a promoção e recuperação da saúde de seus pacientes.








Referências:

https://www.coffito.gov.br/nsite/?p=5069

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